Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Torturando os dados até que eles confessem - I

A intervenção da Câmara Municipal de Penafiel no desenvolvimento desportivo do concelho, tem-se revestido tradicionalmente na concessão de subsídios aos clubes e associações desportivas existentes no concelho.
Num momento em que se conhecem as verbas destinadas aos clubes, verificamos a habitual operação, traduzida na recente deliberação sobre a proposta de atribuição de subsídios às colectividades do concelho e a celebração de (5) Contratos-Programas de Desporto.
Nesta linha de valorização e num quadro de reciprocidade de interesses, deveríamos conseguir ver neles algumas medidas de estratégia de política desportiva. Mas porque não existem ou não estão suficientemente balizadas, a atribuição dos famigerados subsídios circunscreve-se uma vez mais, a mero acto de rotina sem qualquer intencionalidade de desenvolvimento desportivo programado.
Sem pôr em causa a legitimidade das decisões, interessa-nos sobretudo verificar a distinção que o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel faz entre os Clubes mais e os Clubes menos. Dizendo de outra forma, o reconhecimento de um associativismo desportivo a duas velocidades.
Aceitando o princípio de que os clubes são parceiros cooperantes, a figura dos contratos-programa parece-nos revestir uma grande importância.
No entanto, seria necessário que fossem definidas as atribuições e competências de cada um destes “parceiros” de modo a que o trabalho conduzisse à concretização de objectivos de desenvolvimento desportivo, sendo que a avaliação periódica dos processos e dos recursos permitiria a sua constante adequação.
Mas na Câmara Municipal de Penafiel, não há a tradição de avaliar resultados e serviços prestados.
É chocante saber hoje, que meios financeiros, bens e serviços que deveriam servir para o desenvolvimento dos penafidelenses, são desviados para suportar uma verdadeira prole de técnicos, “pseudo-técnicos”, treinadores, directores e organizadores de eventos; - pessoas que são verdadeiros agentes comerciais e como tal deveriam ser tratados por razões de defesa do interesse público.
Transferências directas para pagamento a treinadores, organizadores de eventos, cedência de espaços desportivos e até formas mais ou menos encapotadas de financiamento do desporto, são realizadas no pressuposto de que advirão mais valias ao nível da imagem e da promoção desportiva do concelho de Penafiel.
Mas quando se invoca a limitação de recursos e meios, seria bom que os responsáveis tivessem presente que essa é apenas uma meia verdade. Não é a verdade toda!
Estamos a descobrir que o enquadramento do desporto, afinal, na grande maioria das vezes não é realizado de uma forma descomprometida.

O que se passa é que os vários agentes se movem em determinados clubes e associações desportivas, procurando apenas obter vantagens. Desde logo as económicas e depois a da busca de algum protagonismo, entre muitas outras inconfessáveis.

(continua...)

O que está a acontecer no Desporto em Penafiel é, que do ponto de vista orgânico, tem "tronco e membros",
mas não tem cabeça!
sinto-me:
publicado por PenaSport às 00:00
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