Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

25 de Abril 1974 – 25 de Abril 2007

25 Abril 2007

 

A liberdade conseguida e a democracia construida, criaram condições favoráveis à modernização e ao desenvolvimento de um concelho diferente desportivamente: Penafiel.
O 25 de Abril não foi apenas um movimento libertador no plano da sociedade civil. Permitiu dar voz a vários direitos sociais, entre os quais o direiro ao Desporto.
Se hoje, assinalar os trinta e três anos do 25 de Abril, obriga a que não se resgate a memória do concelho que éramos e do desporto que tínhamos, o futuro pede-nos que no presente saibamos estar à altura dos novos desafios com que o desenvolvimento desportivo de Penafiel se confronta.
Esses desafios parecem apontar para a necessidade de medidas de alcance político, responsabilidade que deveria caber antes de mais, à Câmara Municipal de Penafiel.
Mas a dimensão das políticas desportivas está confinada aos discursos de ocasião, a que não correspondem nem ideias nem programas.
Os responsáveis políticos e desportivos, os actuais e os anteriores, têm-se preocupado quase em exclusivo em “aparecer” e em ser “notícia “, remetendo-nos para a vacuidade e ligeireza na reflexão e na decisão políticas.
Penafiel continua, apesar dos escassos progressos a ser um concelho com uma das mais baixas taxas de praticantes desportivos; - e pode usar-se qualquer tabela regional, nacional ou internacional, como termo de comparação.
A situação do desporto está longe de corresponder às necessidades dos nossos jovens cuja iliteracia desportiva continua a ser chocante e com indicadores de sedentarismo preocupantes.
Os constrangimentos à prática desportiva nas escolas do 1º Ciclo são enormes e com condições de trabalho verdadeiramente insólitas.
O movimento associativo, não obstante a sua capacidade de obtenção de recursos significativos do erário público confronta-se com problemas e dificuldades permanentes a que as políticas desportivas da Câmara Municipal de Penafiel não têm sabido responder.
A rede de infra-estruturas desportivas é insuficiente e longe de responder às necessidades do desenvolvimento desportivo.
O desporto que nos é servido começa a ser contaminado pela exploração comercial, servindo de palco para a afirmação e visibilidade de políticos e candidatos a políticos.
Os principais clubes e associações desportivas de Penafiel, são já hoje meras extensões do poder político da Câmara Municipal de Penafiel e dos interesses de alguns agentes que se apelidam de desportivos. Atente-se na verdadeira obsessão pela organização de eventos desportivos mais ou menos mediáticos, e na crescente canalização de recursos financeiros que ignora que esta é uma política que privilegia interesses de alguns e esquece as necessidades de muitos.
Favorece e estimula os desportistas de bancada!
Aquilo a que chamam de projectos com pompa e circunstância, não passa afinal de uma forma de publicidade politicamente orientada.
Tudo se parece resumir a que haja, quanto baste, festa e dinheiro. 
A realidade do Desporto em Penafiel exige um aprofundamento da vida democrática e um abanão regenerador que não se pode confinar à retórica discursiva nem esgotar nos eventos efémeros.
Trinta e três anos depois, é necessário dar futuro ao presente do Desporto em Penafiel. Como o fizeram os homens de Abril: com coragem, confiança e convicções.

Mas o problema vem de longe, de muito longe...

 

sinto-me:
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Desporto em Penafiel - Certificado de Qualidade

Uma instituição que passa um certificado de habilitações académicas deveria garantir uma certificação de qualidade aos interessados de modo a que estes se sentissem seguros no exercício da actividade a que aquele se refere.

Neste aspecto ocorre uma situação peculiar que se caracteriza pelo facto de a uma mesma competência instituições diferentes certificarem a qualidade que, face a várias disparidades não assegura idêntico grau de fiabilidade ou qualidade que satisfaça.

Neste âmbito, ocorre uma situação mais grave na passagem de certificados de habilitação concedidos a professores, treinadores ou técnicos desportivos sem que se ajustem conteúdos programáticos em matérias que deveriam estar harmonizadas, mormente nas áreas da pedagogia ou da metodologia do treino.

Do mesmo modo podemos entender que os utentes de um serviço público de desporto de que se conhecem as componentes da qualidade oferecida, podem utilizá-lo com uma grande margem de segurança porque os riscos para a saúde estão calculados e porque a sua vida útil é assegurada por quem os oferece.

A este propósito, veja-se por exemplo o que está a acontecer no Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel :

- assistimos cada dia à proliferação de um autêntico exército de arregimentados onde o que nos é dado observar é o praticismo, a ausência de planificação e da mais elementar capacidade de perspectivar criticamente o desenvolvimento desportivo.

Uma insuficiente problematização dos problemas desportivos e crescente ausência de debate que permite transformar com maior facilidade e desfaçatez em responsáveis pela orientação do Desporto de Penafiel, pessoas com evidente ausência das mais elementares perspectivas culturais de desenvolvimento;

Estará errado o nosso juízo? Estamos em crer que não, senão vejamos:

- Não dispomos de qualquer Plano de Desenvolvimento Desportivo ou projecto que disponha dos meios operacionais necessários à sua elaboração;

- Não existe nenhum plano que aponte o modelo organizacional mais adequado ao funcionamento dos serviços municipais de desporto, bem como os critérios a que ficará sujeita a certificação da qualidade, por exemplo, das infra-estruturas existentes;

A este propósito, o que se pode constatar é um parque desportivo anarquicamente distribuido pelo território do concelho, obedecendo a concepções caducas e que recorre a soluções incapazes de responder às necessidades e aspirações actuais;

- O que temos, é um sector associativo desportivo débil, vivendo sistematicamnete na dependência do subsídio oficial ou na na sombra do proteccionismo da Câmara Municipal de Penafiel;

- O que temos é um sector competitivo sorvedor de cada vez maiores recursos do erário público, obedecendo a lógicas de mercado e fazendo crescer em seu redor uma teia incontrolável de interesses e meio-interesses, de nepotismo, de trágico influências, de negócios abertos e meio-fechados, tudo à mistura com alguns poucos êxitos regionais e/ou nacionais, que se outras vantagens não têm, servem para unir a nação penafidelense na exaltação de tão valiosos feitos;

- O que vemos é uma baixíssima taxa de praticantes desportivos, traduzida na maioria das vezes, na possibilidade de praticar desporto apenas os que têm “mais jeito” ou então dinheiro para pagar o desporto que fazem;

Por outro lado a agravar esta situação, podemos dizer que o desporto tem sido um actividade que se tem vindo a organizar à margem originando discursos que se opõem a toda e qualquer tentativa de o gerir de uma forma clara, com critérios de eficácia e eficiência, de acordo com objectivos e metas definidos.

Qualquer tentativa neste sentido sofre desde logo uma cerrada oposição por parte daqueles que estão no desporto de forma mais ou menos (des)interessada.

Receiam apenas as consequências de um projecto que os ultrapassaria!

É evidente que tal atitude só pode partir de alguém incompetente e irresponsável.

Incompetente porque se permite a si próprio decidir sobre assuntos de que é ignorante.

Irresponsável porque sendo ignorante não é capaz de, pelo menos consultar outras opiniões.

sinto-me:
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2007

Jornais em Penafiel: - “O assalto dos poderes”

Ao longo dos últimos anos sempre fomos leitores assíduos dos jornais que se publicam em Penafiel ou que abordam temáticas desportivas respeitantes ao nosso concelho. 
Sendo certo que estes jornais sempre conviveram com o desporto, não é menos certo reconhecer que esse convívio não foi nunca de corpo inteiro, mas apenas uma parte, como a do espectáculo desportivo ou a simples publicidade a determinados eventos desportivos.
Contudo, não nos encontramos entre os que atribuem responsabilidades aos jornais locais (regionais) pelos nossos atrasos em matéria de desenvolvimento desportivo. No entanto, reconhecemos que ao suscitar um olhar diferente sobre os fenómenos desportivos, os jornais poderão ser a um tempo causa e, a outro, efeito desse desenvolvimento.
De todo o modo há que dizê-lo, os jornais e os jornalistas como produtores de opinião, têm na generalidade sido veículos demasiado passivos face a concepções que se quer impor como dominantes no desporto, ignorando necessidades fundamentais dos seus leitores.
O desenvolvimento da prática do Desporto em Penafiel, não se compadece com a atitude de “pureza, de inocência e de contemplação” da parte de jornais que fazem do desporto, também objecto da sua escrita.
Aos jornais e aos seus jornalistas cabe-lhes um papel essencial na análise e avaliação da nossa realidade desportiva.
Mas actualmente os jornais locais movimentam-se num quadro onde se concentram muitos e vários interesses.
Vemos jornais confrontados com a paixão e a ambição dos dirigentes desportivos, dos clubes e dos técnicos das modalidades desportivas.
Vemos jornais confrontados com os interesses do poder político da autarquia, do poder económico ou dos apoios em publicidade.
Em suma, jornais que têm de gerir a paixão e a ambição dos outros!
Esta constatatação não pode todavia servir para branquear as responsabilidades que os jornais efectivamente têm e, só servem para ajudar a transformar a imprensa local numa espécie de biquini: - o que mostra pode ser interessante, mas o que esconde é vital!
É urgente que se reflicta nisto e não ter qualquer espécie de solidariedade com jornais e jornalistas que subvertem escandalosamente as regras do jogo da informação.
Porque há jornais em Penafiel que têm a responsabilidade de se calarem perante a indigência cultural de políticos, dirigentes desportivos e empresários para quem o acesso aos seus jornais através do desporto é um meio de promoção e afirmação pessoal.
Têm a responsabilidade de servirem de gabinetes de Imprensa e de imagem de entidades, de políticos e de agentes desportivos, fazendo passar por jornalismo o que é simples publicidade.
O grau de degradação cultural a que hoje chegaram muitos dos jornais pode ser avaliada pelo que se vê, ou antes, pelo que se lê: - uma repetição das notícias de desporto em quase todos os jornais!
Necessitamos por isso de jornais que não sejam indiferentes, alheios ou neutros à política desportiva da Câmara Municipal de Penafiel, muito menos dos clubes e associações desportivas do concelho.
Economizando meios e palavras, diremos apenas que necessitamos de jornais sociologicamente comprometidos com Penafiel, que ajudem as causas dos que não têm voz e que pretendem ter acesso à prática do desporto, desde logo, a começar pelas práticas escolares.
Necessitamos de jornais cujas redacções não estejam pejadas de empregados de escritório, comerciantes, bancários ou colaboradores que são pau para toda a obra - não queremos atingir os colaboradores específicos e úteis - referimo-nos aos colaboradores, por vezes dirigentes de clubes que não se coibem de enaltecer as "virtudes" do presidente, ou do director tal.

Faz-nos falta jornais onde se pensa, onde haja quem tenha ideias, quem ouse colocar a coragem ao serviço da inteligência e esteja atento às realidades sociais e desportivas de Penafiel.

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