Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Os valores e os factos

O problema dos equipamentos para a prática do desporto no concelho de Penafiel , sempre foi uma questão a que nas políticas desportivas na Câmara Municipal de Penafiel se dedicou pouca importância.
As inflamadas intervenções dos dirigentes políticos em tempo de campanha eleitoral, indiciavam já um tratamento do assunto dos equipamentos com evidente ausência de rigor e de conhecimentos. Todos ouvimos promessas do tipo obra do mandato propondo-se construir , apoiar, fomentar, pavilhões, piscinas, etc.!
Mas o panorama que se nos apresenta é confrangedoramente pobre.
Tomemos o exemplo da questão dos pavilhões  nas freguesias. Somos mesmo levados a questionar se estes problemas foram equacionados em termos sérios e fundamentados.
O enigmático processo de empreitada nos pavilhões das 4 freguesias, faz-nos supor que as decisões obedeceram menos a razões de reconhecida necessidade desportiva e mais a critérios de oportunidade política, reflectindo uma cultura de poder assente em valores monumentalistas e de fachada!
Não andaremos muito longe da verdade se afirmarmos que não foram realizados estudos que habilitassem a decisão de os construir!
Sabemos disso e também as consequências que daí advêm.
A realidade está bem à vista de todos: 
 -  2 piscinas municipais, um pavilhão gimnodesportivo e quatro promessas... !
À medida que o tempo passa cresce a dúvida quanto às soluções encontradas, tornando visíveis as limitações dos modelos e dos métodos adoptados. Nas opções tomadas vemos apenas falta de uma preparação cuidada, estudos adequados e opções criteriosas.
Gostariamos de poder reconhecer que na preparação das decisões politicas haveria cautelas elementares pois que se outras razões não houvesse a situação financeira a isso aconselharia. É que as carências são muitas e os meios financeiros não abundam!
O lado visível e caricato da falta de racionalidade nas opções, foi posto a descoberto há uns anos através do anúncio: "inauguração da primeira pedra(!), de um pavilhão desportivo"no comments"
Apenas algum desleixo e o desconhecimento de regras elementares, têm obstado a que estas construções figurem já no portfolio das suas realizações.
Porque envolvem investimentos significativos, seria aconselhável que a Câmara Municipal de Penafiel projectasse o que quer que fosse, tendo uma visão integrada dos regimes  a implementar. Seja ao nível dos custos, seja ao nível dos benefícios de utilização.
Ao fazer tábua rasa de princípios elementares estão a cometer-se erros que a prazo se pagará caro. E já os estamos a pagar!
Não é muito agradável descriminar deste modo questões que respeitam às competências dos responsáveis políticos.
Fizemo-lo contudo, intencionalmente. Desde logo para que todos pudessem ter uma perspectiva global sobre o regime das competências estabelecido, mas também porque sabemos que na Câmara Municipal de Penafiel se persiste em fazer uma leitura minimalista destas competências.

 O que se pede é que os agentes políticos resistam à tentação de transformar o desporto em tribuna de ambições pessoais e pensem mais nos cidadãos. Em Todos, não apenas em alguns!

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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Questões de Andamento!

O desenvolvimento do desporto no concelho de Penafiel, deveria supor medidas que exigissem uma aposta forte nas freguesias, mas o seu alcance tem sido condicionado por alguma partidarização o que tem contribuido para uma redução da participação dos cidadãos na vida desportiva da sua localidade.
Mas quando falamos de desenvolvimento do desporto, referimo-nos concretamente a quê?
À melhor forma de levar o desporto a todas as freguesias do concelho?
Ao melhor meio de combater as assimetrias existentes entre a sede do concelho e às outras 37 freguesias?
A um outro meio que suscita outros desenvolvimentos?
Do nosso ponto de vista, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, está confrontado com dois tipos diferentes de questões:
Por um lado, o tipo de suporte que pode dar corpo a uma eventual política de desenvolvimento desportivo.
Por outro lado, o modelo de desenvolvimento que deve assumir relativamente ao Desporto.
Estes pressupostos exigem ao Pelouro do Desporto, não o alheamento ou a demissão do poder, mas um esforço no plano das competências que lhe são próprias e dos recursos de que dispõe.
Actualmente, da leitura dos dados disponíveis são necessárias e indispensáveis a adopção de políticas correctoras dos atrasos e das necessidades básicas em matéria desportiva.
Ma por falta de capacidade, de vontade, de competência e de planeamento estratégico, a intervenção do Pelouro do Desporto tem-se limitado a atribuir subsídios aos clubes e a realizar investimentos com visível falta de rigor de política desportiva.
Faltam iniciativas, em investimentos, em infraestrutruras e na orgânica dos serviços de apoio ao desporto.
Diga-se em bom rigor que este não é um exclusivo dos actuais responsáveis.
Esta é uma situação que se vem prolongando no tempo e da qual os actuais responsáveis políticos ao que parece, não sabem sair.
E ao lado desta situação existem sinais preocupantes e reveladores de circunstâncias que não podemos deixar de referir:
-        Temos sérias dúvidas quanto à questão da atribuição de subsídios que não condicionam essa concessão a uma urgente reconversão de objectivos, métodos de trabalho e formas de gestão de parte muito significativa do associativismo desportivo.
-         Temos reservas quanto à obsessão de cariz monumentalista, onde a obra física parece ser o único objectivo, porque não atende às realidades da procuras locais, servindo apenas para satisfazer pequenas vaidades políticas.
-         Consideramos grave a situação que, às claras ou de modo camuflado faz desviar anualmente centenas de milhares de euros para sustentar o mercado profissional do desporto e alguns clubes que apenas se preocupam com o resultado. E fazem-no no mais despudorado desafio às leis existentes, delapidando e mal baratando os dinheiros públicos.
-         Não podemos deixar de manifestar a nossa discordância quanto à pretensa política que assenta na compra de espectáculos desportivos, através de formas mais ou menos sofisticadas de patrocínio ou financiamento, no pressuposto de que advirão mais valias ao nível da imagem e da promoção da cidade ou do concelho.
 
Os problemas mais desafiantes que hoje se colocam ao Pelouro do Desporto no plano do desenvolvimento desportivo supõem uma correcta interpretação sobre os processos de mudança social que cruzam as práticas do Desporto, os estilos de vida e as procuras desportivas.
Consideramos oportuno sublinhar que o desenvolvimento desportivo supõe o envolvimento dos penafidelenses, a estimulação da criatividade e a mobilização dos seus conhecimentos e não apenas um jogo de ilusões.

Reconhecemos que ao Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, falta autoridade ética e moral para que o processo acumulativo de alheamentos e decisões em matéria de desporto, sejam vistos com crescente incredibilidade e desconfiança.

sinto-me:
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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

Associativismo Desportivo – (Sub)Desenvolvimento

Ao analisarmos a práticas desportivas no concelho de Penafiel dos últimos anos, temos assistido a uma progressiva transformação do conceito de desenvolvimento desportivo:
- A transformação dos clubes desportivos em pólos de prática desportiva quase exclusivos.
Esta situação tem contribuido para alterar o conceito de desenvolvimento desportivo e a responsabilidade dessa alteração pode justamente ser atribuída ao Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel.
Nos discursos oficiais, por tudo e por nada é referido o associativismo desportivo, levando-nos a supor que ele ganhou definitivamente as simpatias do poder político instalado.
Esta perspectiva, assente numa lógica que acredita que o movimento desportivo tradicional só por si é capaz de gerar as respostas necessárias para prover as necessidades em matéria desportiva, demonstram o carácter errado e falso que os discursos assumem sobre o associativismo desportivo.
Aliás, tal situação é responsável por uma série de equívocos e mal entendidos.
- O primeiro desses equívocos é o de se admitir que há actualmente uma política de apoio ao associativismo desportivo.
Mas a única política desportiva que conhecemos ao Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, é a do excessivo proteccionismo a alguns clubes (poucos), traduzida no entendimento do associativismo como eixo nuclear do desenvolvimento desportivo.
O que se tem passado é, em nome do apoio ao associativismo o levantar de uma cortina que esconde as realidades de muitos clubes e associações, trazendo para a frente dessa cortina apenas alguns clubes.
Deixam na parte de trás muitos outros, que afinal são a matriz daquilo que é vulgarmente designado por tecido associativo.
- O segundo desses equívocos é o de que os clubes são a única via de acesso à prática do desporto.
Mas é preciso que o Pelouro do Desporto evite cair no erro grosseiro de considerar por associativismo desportivo apenas os segmentos da actividade que se resumem aos clubes filiados nas associações e nas federações desportivas. O erro consiste em ignorar aqueles que não estando filiados nas associações de modalidades, nem por isso deixam de exercer actividade desportiva.
O erro é grosseiro, porque toma a parte pelo todo!
O desenvolvimento do Desporto em Penafiel será fácil, quando o sub-desenvolvimento passar a ser culturalmente insustentável.
Neste momento não o é!
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Quarta-feira, 8 de Novembro de 2006

Penafiel Desportivo não mudou !

Como princípios de Política Desportiva, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel afirma no seu  site oficial que - tem vindo a criar as condições necessárias ... para que a promoção e dinamização da prática desportiva, se realize de forma integrada e continuada, indo ao encontro das necessidades dos clubes ... e como principal responsável pela política desportiva do concelho tem vindo a marcar a sua acção na consolidação e promoção das actividades de educação física e do desporto em geral, apoiando todo o tipo de manifestações realizadas pelo movimento associativo de Penafiel, bem como, na criação de condições para o seu desenvolvimento através da construção de novas instalações desportivas.

Acreditamos pela força dos factos que o desenvolvimento desportivo exige uma clara intervenção do poder local. Só que a intervenção supõe a adopção de medidas estratégicas de política desportiva e não apenas a adopção de acções que são meros actos de rotina sem qualquer intencionalidade de desenvolvimento desportivo.
Sabemos o que querem dizer ao afirmarerm que estão “... indo ao encontro das necessidades dos clubes.
Claro que essa necessidades supõem uma intervenção significativa. Supõem mas não se esgotam nela!
Que linhas de orientação se estabeleceram como factor estratégico de uma verdadeira política de apoio ao associativismo desportivo, no plano da manutenção das actividades, no plano do estabelecimento de critérios, de avaliação e controle, dos incentivos à instalação de serviços de prestação desportiva?
Que estudos sobre a procura desportiva no concelho ou de análise no que refere a disponibilidades materiais, recursos económicos, instalações, de pessoal disponível, etc.?
Ainda no conjunto dos princípios gerais da acção do Pelouro do Desporto, pode ler-se que uma das medidas para a consolidação e promoção das actividade de educação física e do desporto em geral (?), é o apoio a todo o tipo de manifestações realizadas pelo movimento associativo de Penafiel.
Seria bom que se esclarecesse os penafidelenses do alcance de tais afirmações, aos desportistas em particular. 
A nós, estas ideias parecem ser as do tempo do contraplacado!
O Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, este como outro qualquer, tem-se limitado a assistir à que tem sido a tradicional postura do movimento desportivo face ao poder, procurando capitalizar as situações.
Reconhecemos que vivemos uma crise de natureza estrutural num concelho pouco desenvolvido como Penafiel.
Sabemos também que os desafios que se colocam pela frente são difíceis desde logo porque a perspectiva de desenvolvimento desportivo se mantém sem linhas orientadoras, deficientemente fundamentada, virada para uma visão do mundo do desporto onde tudo começa e tudo acaba no associativismo tradicional.
O que o Desporto em Penafiel revela é que está entregue a pessoas que exercem as respectivas funções por inerência dos cargos, mas não o fazem por gosto, por competência ou por conhecimento.
Certamente que fazem o melhor que sabem. Isso não está em causa. Mas o que sabem é confrangedoramente pouco.

Na ausência de medidas estruturais efectivas, misturam as banalidades com os erros de palmatória. As primeiras por responsabilidade própria.
As segundas pela interferência dos seus aconselhadores.
sinto-me:
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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Mutações, Complexidades, Equívocos e Paradoxos

Quem como nós viveu alguns anos de experiência no Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, onde supostamente as perspectivas de desenvolvimento seriam abertas, modernas e o papel do Desporto inquestionável, não esqueceremos esses tempos e as dificuldades, reservas e condições de trabalho que tivemos de enfrentar.
Não tanto por razões políticas, mas sobretudo por força de resistências de ordem cultural.
Ao longo do tempo em que exercemos as nossas actividades, fomos adquirindo um progressivo desencanto face ao modelo de funcionamento, disso fazendo eco junto dos vários responsáveis pela área do Desporto.
Por outro lado fomos confrontados com a existência de uma cultura que ignorava o conceito de gestão, sem estratégias de intervenção ou quaisquer sistemas de controlo e avaliação, com bloqueios organizacionais evidentes  e com funcionários desmotivados, apáticos e laxistas.
Diga-se a propósito que sempre se colocaram de esguelha perante o “conhecimento e o saber”, numa espécie de sinal de marca para abafar a reflexão e a criatividade.
Não é pois de estranhar, embora seja de lamentar, que perante tamanha situação nos retirássemos de um projecto do qual não nos sentíamos a fazer parte.
Infelizmente, nos discursos e nas práticas políticas posteriores, não temos encontrado sinais susceptíveis de perspectivar quaisquer mudanças.
Diz-se que se procedeu a uma reformulação dos serviços de desporto, mas aquilo que nos é dado ver, é apenas uma mera mudança de nome. Ao que consta o Gabinete do Desporto passou a designar-se por Sector do Desporto.
Trata-se simplesmente de uma operação cosmética, uma espécie de lifting que nada muda, apenas disfarça a flacidez acumulada e não traz nada de diferente!
As pessoas são no essencial as mesmas  e o que se passa hoje, é um conjunto de movimentos de natureza abstrato-administrativo-funcional, verdadeiras sinergias onerosas e inúteis.
Os quadros técnicos de apoio aos serviços de desporto no Pelouro, continuam a ser assegurados por pessoas sem vocação, sem Perfil Profissional adequado ao exercício das tarefas da administração e gestão do desporto e incapazes de responderem a um adequado posicionamento face aos desafios do desenvolvimento desportivo.
O que temos em abundância, são pessoas hábeis que usam o Desporto como instrumento de estratégias pessoais e a quem o poder político transforma no meio da agitação e da golpaça em figuras mais ou menos públicas. Sem isso seriam anónimos cidadãos.
Alguns empresários falidos outros funcionários falhados!
sinto-me:
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