Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006

Pelouro do Desporto – Urgência da sua Reorganização

Do ponto de vista orgânico e funcional, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel continua a funcionar sem ter na sua base um modelo de suporte organizativo para o Desporto. Globalmente, está desajustado face à realidade.
Mas também porque se constrói em torno de modelos que não correspondem às necessidades, reflectindo uma cultura organizacional pesada, lenta e disfuncional.
Uma das suas características é uma “certa cultura”, que (tem) ignora(do) o conceito de gestão tanto ao nível da execução dos poderes, como na implementação de políticas desportivas dignas desse nome. Aquilo que se passa com o desporto, impõe-se mais pela lógica dos factos do que pela fundamentação dos argumentos ou pela oportunidade das perspectivas de desenvolvimento.
Não vemos sistemas de controlo ou de avaliação, o que tem gerado bloqueios organizacionais evidentes.
Vemos isso sim, a aplicação de recursos sem critérios de racionalidade bem definidos, com técnicos que apenas se têm preocupado em garantir os seus interesses particulares e tantas vezes mesquinhos!
A nosso ver, o Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel deveria considerar a necessidade de repensar a sua organização e modo de funcionamento, de modificar as formas de pensar e de actuar que embora implique mudanças, não altere substancialmente as motivações que importam ao desenvolvimento desportivo do concelho.
Esta é uma situação complexa, pois que se trata de abordar problemas de organização e funcionamento numa área sem tradição orgânica na Câmara Municipal de Penafiel.
A isto não é alheia a cultura organizacional, que se traduz numa estrutura de tipo piramidal, cheia de degraus ou patamares de decisão, e na generalidade dos casos não há qualquer valor acrescentado ao produto final e a sua razão é de ordem meramente formal.
O desenho organizacional prevalecente está bem traduzido nos organogramas funcionais, os quais parecem uma "espécie de doença infantil" das ciências de administração, com unidades orgânicas, linhas horizontais e perpendiculares que são óptimas para exibir, mas de reduzida eficácia.
Na verdade este sistema pode originar várias patologias organizacionais, senão veja-se: - As relações entre os decisores e os serviços técnicos de desporto obedece a um sinuoso percurso que obriga a paragens obrigatórias nas estações intermédias (Assessorias, Divisões, Departamentos, Gabinetes, Empresas Municipais, etc).
No Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel assistimos hoje ao surgir de algumas ideias-força que são uma espécie de novo paradigma na prestação do serviço público de desporto.
Sabe-se explicar muito bem como estão organizados os serviços, mas há pouca capacidade para explicar o essencial: Como é que eles funcionam!
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Apoiar o Desporto ou dividir para reinar ? III

Porque representam uma grande carga no orçamento municipal, é uma prioridade essencial gerir o mais correctamente possível as verbas destinadas ao patrocínio desportivo das associações e clubes desportivos do nosso concelho.
São quantias verdadeiramente extraordinárias as que nos surgem, em cômputos iniciais, ou por alto, mas que um dia, terão de ser calculadas com rigor.
Sucede que os milhões de euros gastos, não facultaram nem medalhas nem recordes, nem muito menos a valorização física da população em geral.
De acordo com os números de que dispomos (que só pecam por excesso), pouco mais de 3% da população no noso concelho, tem qualquer actividade desportiva.
As decisões políticas e as consequentes aplicações financeiras não podem continuar a ser só dirigidas para grupos reduzidos que só respondem às necessidades de alguns.
O Pelouro do Desporto e o seu gabinete (umas vezes sim, outra vezes não), como entidade gestora dos processos de decisão e intervenção política deveria(m) ter por vocação e por missão, a responsabilidade de ter uma visão macroscópica do sistema desportivo local.
Estes organismos, deveriam organizar processos de levantamento e tratamento de dados em relação àquilo que se passa hoje no desporto de Penafiel.
Só assim seria possível desenvolver projectos de desenvolvimento sustentados em informações e ideias, que não se reduzam a meras burocracias, dirigidas a uma população que se pretende massificada e por isso, sujeita a soluções que nada têm a ver com a dignidade humana.
É necessário ter uma visão daquilo que se quer construir e depois trabalhar para fazê-la acontecer.
Mas se uma visão sem acção é um devaneio,
uma acção sem visão é um pesadelo
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Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Apoiar o Desporto ou dividir para reinar ? II

Muito embora se diga que as actividades desportivas não tenham fins lucrativos, o certo é que se movimentam muitos milhares de euros.
A análise cuidada dos Planos de Actividade e dos relatórios de actividades a que estão obrigados os clubes e associações desportivas, deveria ser um eixo fundamental onde assentasse a política de atribuição de subsídios.
Mas tal, ao que parece, não acontece!
A tonalidade do discurso vai ao ponto de algumas direcções advertirem a autarquia para que cumpra o estipulado nos contratos-programa!
Chama-se a isto, em linguagem coloquial, colocar a carroça à frente dos bois.
De facto não se reconhece a pertinência ou validade de semelhantes afirmações.
Cabe à Câmara Municipal de Penafiel, por imperativo legal, efectuar o acompanhamento da execução dos contratos-programa. Aliás, este é um ponto previsto nos respectivos clausulados.
O que se passa na realidade, é que nem a Câmara Municipal de Penafiel, nem o Pelouro do Desporto ou o seu famigerado gabinete, fazem qualquer tipo de avaliação, seja ela intermédia, seja ela no final do ano desportivo.
O que importa, é agradar aos dirigentes e calar algum tipo de comentários menos agradáveis.
O que queremos referir é que, é necessário avaliar indicadores de natureza quantitativa e indicadores de natureza qualitativa.
Estamos em crer que não saberão o que isto quer dizer, doutro modo isso seria uma prática corrente e do conhecimento público.
Uma coisa é certa, a Câmara Municipal de Penafiel e os seus responsáveis, já integraram mentalmente, um dado objectivo: - a verba do orçamento municipal destinada à atribuição de subsídios é de um determinado valor; logo, é preciso dividir tal montante pelas associações e clubes do concelho.
Esta divisão é realizada segundo conceitos e critérios altamente duvidosos, confusos e até injustos, para alguns. Servem ainda como pagamento a clientelas que se julgavam afastadas do cenário desportivo, nos dias de hoje.
Existem hoje no desporto da nossa cidade pessoas "travestidas" de gente do desporto, pessoas que são verdadeiros agentes comerciais e como tal devem ser tratados, por razões de defesa do interesse público.

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Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

Apoiar o Desporto ou dividir para reinar ? - I

A intervenção da Câmara Municipal de Penafiel no desenvolvimento desportivo do concelho, tem–se revestido tradicionalmente na concessão de subsídios às colectividades desportivas. Estas têm sido vistas como uma das únicas vias de acesso à prática desportiva.
Dizem os responsáveis que elas cumprem um serviço social e, nessa base têm acesso aos apoios que o Pelouro do Desporto concede.
Mas as formas de controlo sobre a aplicação dos fundos transferidos, são praticamente inexistentes. De facto, a regulamentação dos apoios ao associativismo prima pela quase ausência!
Onde estão os documentos com que qualquer dirigente desportivo pode contar?
Por outro lado as associações e clubes do concelho, limitam-se a apresentar um apanhado de contas a que chamam Orçamento; – trata-se na maior parte dos casos de documentos onde são apresentadas as despesas para cada uma das modalidades que pretendem desenvolver.
Nós sabemos do que falamos, eles também!
O que espanta, é que a Câmara Municipal de Penafiel, parece, esteja a pactuar com este tipo de situações!
Fica-se sem saber se há outro tipo de receitas por parte dos clubes.
A iniciativa contratual que estes clubes devem manifestar e a que estão obrigados ao proporem Contratos-Programa, tem como um dos seus pressupostos a prova que devem fazer àcerca da sua autonomia financeira.
Tal situação parece também não estar a acontecer –  A Câmara paga (como é sua obrigação) – ... e é se quer ter alguém que organize actividades desportivas !!”.
Afirmações deste teor já as ouvimos da boca de alguns dirigentes ... espante-se!
A grande preocupação dos clubes, resume-se à quantificação das despesas para a época desportiva, garantindo dessa forma o pagamento dos técnicos, deslocações das equipas e almoç(aradas)os, jantares e lanches de toda a comitiva!
Diremos apenas que dirigir uma associação ou um clube não pode resumir-se à simples monetarização das relações do deve e haver. (continua)

De que adiantará para o progresso do desporto de Penafiel, apoiar a participação desportiva, se ela não tem como suporte um trabalho de fundo nem se enquadra numa orientação global?

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