Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Mutações, Complexidades, Equívocos e Paradoxos

Quem como nós viveu alguns anos de experiência no Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Penafiel, onde supostamente as perspectivas de desenvolvimento seriam abertas, modernas e o papel do Desporto inquestionável, não esqueceremos esses tempos e as dificuldades, reservas e condições de trabalho que tivemos de enfrentar.
Não tanto por razões políticas, mas sobretudo por força de resistências de ordem cultural.
Ao longo do tempo em que exercemos as nossas actividades, fomos adquirindo um progressivo desencanto face ao modelo de funcionamento, disso fazendo eco junto dos vários responsáveis pela área do Desporto.
Por outro lado fomos confrontados com a existência de uma cultura que ignorava o conceito de gestão, sem estratégias de intervenção ou quaisquer sistemas de controlo e avaliação, com bloqueios organizacionais evidentes  e com funcionários desmotivados, apáticos e laxistas.
Diga-se a propósito que sempre se colocaram de esguelha perante o “conhecimento e o saber”, numa espécie de sinal de marca para abafar a reflexão e a criatividade.
Não é pois de estranhar, embora seja de lamentar, que perante tamanha situação nos retirássemos de um projecto do qual não nos sentíamos a fazer parte.
Infelizmente, nos discursos e nas práticas políticas posteriores, não temos encontrado sinais susceptíveis de perspectivar quaisquer mudanças.
Diz-se que se procedeu a uma reformulação dos serviços de desporto, mas aquilo que nos é dado ver, é apenas uma mera mudança de nome. Ao que consta o Gabinete do Desporto passou a designar-se por Sector do Desporto.
Trata-se simplesmente de uma operação cosmética, uma espécie de lifting que nada muda, apenas disfarça a flacidez acumulada e não traz nada de diferente!
As pessoas são no essencial as mesmas  e o que se passa hoje, é um conjunto de movimentos de natureza abstrato-administrativo-funcional, verdadeiras sinergias onerosas e inúteis.
Os quadros técnicos de apoio aos serviços de desporto no Pelouro, continuam a ser assegurados por pessoas sem vocação, sem Perfil Profissional adequado ao exercício das tarefas da administração e gestão do desporto e incapazes de responderem a um adequado posicionamento face aos desafios do desenvolvimento desportivo.
O que temos em abundância, são pessoas hábeis que usam o Desporto como instrumento de estratégias pessoais e a quem o poder político transforma no meio da agitação e da golpaça em figuras mais ou menos públicas. Sem isso seriam anónimos cidadãos.
Alguns empresários falidos outros funcionários falhados!
sinto-me:
publicado por PenaSport às 00:00
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